9 jogadores que brilharam em uma Copa do Mundo e depois sumiram
9 jogadores que brilharam em uma Copa do Mundo e depois sumiram
A Copa do Mundo tem o poder de transformar jogadores em ídolos globais em poucos jogos. Um gol decisivo, uma campanha surpreendente ou uma atuação fora da curva podem colocar um atleta no centro das atenções do futebol mundial.
Mas nem todo jogador que brilha em uma Copa consegue manter o mesmo protagonismo depois do torneio. Alguns sofrem com lesões, outros não se adaptam a grandes clubes, alguns vivem o auge técnico em um período muito curto e outros simplesmente ficam marcados por um único momento histórico.
Nesta lista, o termo “sumiram” não significa que esses jogadores desapareceram literalmente ou que não tiveram carreira. A ideia é mostrar nomes que tiveram uma Copa do Mundo muito marcante, mas depois não mantiveram o mesmo nível de destaque internacional.
1. Salvatore Schillaci, Itália, Copa do Mundo de 1990
Salvatore Schillaci, conhecido como Totò Schillaci, é um dos exemplos mais clássicos de jogador que virou fenômeno em uma única Copa do Mundo.
Na Copa de 1990, disputada na Itália, Schillaci começou como uma opção menos badalada da seleção italiana. Porém, ao longo do torneio, foi ganhando espaço, marcou gols decisivos e terminou como um dos grandes personagens daquele Mundial.
Ele foi artilheiro da competição com 6 gols e também recebeu o prêmio de melhor jogador do torneio. Sua expressão intensa, seus olhos arregalados nas comemorações e sua trajetória inesperada fizeram dele um símbolo da Copa de 1990.
Depois daquele Mundial, Schillaci seguiu atuando por clubes importantes, como Juventus e Internazionale. Mesmo assim, nunca mais teve o mesmo impacto internacional. Para o grande público, sua imagem ficou eternamente associada àquela Copa em casa.
2. Oleg Salenko, Rússia, Copa do Mundo de 1994
Oleg Salenko tem um dos feitos mais impressionantes da história das Copas. Na Copa do Mundo de 1994, ele marcou 5 gols em uma única partida, na vitória da Rússia por 6 a 1 sobre Camarões.
Até hoje, esse é um recorde histórico: nenhum jogador marcou mais gols em um só jogo de Copa do Mundo. Mesmo com a Rússia eliminada ainda na fase de grupos, Salenko terminou como artilheiro do torneio, dividindo a chuteira de ouro com Hristo Stoichkov, da Bulgária.
O curioso é que seu brilho internacional praticamente se concentrou naquele Mundial. Salenko não virou uma estrela constante da seleção russa nem teve uma sequência proporcional ao tamanho do feito.
Por isso, ele é lembrado como um dos maiores casos de “explosão de Copa”: um jogador que escreveu seu nome na história em uma partida, mas não sustentou uma carreira global do mesmo tamanho.
3. Saeed Al-Owairan, Arábia Saudita, Copa do Mundo de 1994
Saeed Al-Owairan ficou marcado por um dos gols mais bonitos da história das Copas. Na Copa de 1994, ele arrancou do campo de defesa, passou por vários adversários da Bélgica e marcou um golaço para a Arábia Saudita.
O lance foi tão impressionante que passou a ser comparado a grandes gols individuais da história do futebol. Além da beleza da jogada, o gol teve peso histórico, pois ajudou a Arábia Saudita em uma campanha marcante naquele Mundial.
Apesar disso, Al-Owairan não se transformou em uma estrela internacional de clubes europeus. Sua carreira ficou muito mais ligada ao futebol saudita e à memória daquele gol.
Para muitos torcedores, ele é lembrado quase exclusivamente por aquele momento mágico em 1994. É o tipo de jogador que talvez não apareça em listas de maiores craques de todos os tempos, mas que entrou para sempre no imaginário da Copa do Mundo.
4. El Hadji Diouf, Senegal, Copa do Mundo de 2002
El Hadji Diouf foi um dos nomes mais marcantes da surpreendente campanha de Senegal na Copa do Mundo de 2002. Logo na abertura do torneio, Senegal venceu a França, então campeã mundial, por 1 a 0.
Diouf foi uma peça importante daquela equipe. Rápido, provocador, habilidoso e intenso, ele chamou atenção do mundo e ajudou Senegal a chegar até as quartas de final.
Depois da Copa, o atacante ganhou ainda mais visibilidade no futebol europeu. Porém, sua passagem por clubes de maior exposição, especialmente na Inglaterra, não teve o impacto esperado em relação ao hype criado pelo Mundial.
Diouf seguiu tendo carreira, mas sua imagem global ficou muito presa ao Senegal de 2002. Aquele time entrou para a história das zebras da Copa, e Diouf se tornou um dos rostos principais daquela campanha.
5. İlhan Mansız, Turquia, Copa do Mundo de 2002
İlhan Mansız foi um dos personagens da grande campanha da Turquia na Copa do Mundo de 2002. A seleção turca surpreendeu o mundo ao terminar o torneio em terceiro lugar, sua melhor campanha em Copas.
Mansız ficou especialmente marcado pelo gol de ouro contra Senegal, nas quartas de final. Aquele gol classificou a Turquia para a semifinal e colocou o atacante em destaque internacional.
Ele também chamou atenção por sua movimentação, presença ofensiva e por fazer parte de uma seleção muito competitiva. Porém, depois daquela Copa, sua carreira não cresceu na mesma proporção.
Problemas físicos e falta de continuidade limitaram sua trajetória. Com o passar dos anos, Mansız passou a ser lembrado principalmente como o autor de um dos gols mais importantes da história do futebol turco.
6. Kléberson, Brasil, Copa do Mundo de 2002

Kléberson fez parte da seleção brasileira campeã da Copa do Mundo de 2002. No começo do torneio, ele não era o jogador mais comentado do elenco, que tinha nomes como Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Cafu e Roberto Carlos.
Mesmo assim, Kléberson ganhou espaço e terminou o Mundial como peça importante do time titular de Luiz Felipe Scolari. Na final contra a Alemanha, teve atuação segura e ajudou o Brasil a conquistar o pentacampeonato.
Depois da Copa, sua carreira ganhou projeção internacional e ele foi para o Manchester United. Porém, não conseguiu se firmar no clube inglês da forma esperada.
Kléberson continuou jogando em outros clubes, mas nunca voltou ao mesmo patamar de visibilidade que teve durante e logo após a Copa de 2002. Seu nome ficou muito associado ao Brasil campeão mundial e ao contraste entre o brilho na seleção e a dificuldade de consolidação na Europa.
7. Fabio Grosso, Itália, Copa do Mundo de 2006
Fabio Grosso foi um dos grandes heróis da Itália na Copa do Mundo de 2006. Mesmo sendo lateral, teve participação decisiva em alguns dos momentos mais importantes da campanha italiana.
Na semifinal contra a Alemanha, marcou um gol histórico na prorrogação. Na final contra a França, foi o responsável pela cobrança de pênalti que confirmou o título italiano.
Em poucos dias, Grosso passou de jogador importante para herói nacional. Seu choro, suas comemorações e seus gols decisivos viraram imagens eternas para os italianos.
Depois da Copa, ele ainda jogou por clubes relevantes e seguiu ligado ao futebol. No entanto, não manteve o mesmo status de protagonista mundial. Sua fama internacional ficou concentrada principalmente na Copa de 2006, quando decidiu jogos enormes e virou símbolo da conquista italiana.
8. Joel Campbell, Costa Rica, Copa do Mundo de 2014
Joel Campbell foi um dos nomes da surpreendente campanha da Costa Rica na Copa do Mundo de 2014. A seleção costarriquenha caiu em um grupo difícil, com Uruguai, Itália e Inglaterra, mas terminou em primeiro lugar.
Campbell foi importante logo na estreia contra o Uruguai. Marcou gol, participou do jogo ofensivo e ajudou a Costa Rica a vencer por 3 a 1. A campanha levou o país até as quartas de final, algo histórico para o futebol costarriquenho.
Na época, Campbell pertencia ao Arsenal e havia grande expectativa sobre seu futuro. Porém, ele passou por empréstimos, teve dificuldade para se firmar no futebol europeu de elite e nunca virou a estrela constante que muitos imaginaram após aquela Copa.
Ainda assim, sua importância para a Costa Rica é grande. O Mundial de 2014 foi o auge de sua visibilidade internacional.
9. Denis Cheryshev, Rússia, Copa do Mundo de 2018
Denis Cheryshev foi uma das surpresas da Copa do Mundo de 2018. Jogando em casa pela Rússia, ele começou o torneio sem ser tratado como grande estrela, mas rapidamente ganhou destaque.
Cheryshev marcou gols importantes e terminou a competição com 4 gols. Alguns deles foram bonitos e decisivos, ajudando a Rússia a chegar até as quartas de final.
Durante o Mundial, ele virou um dos nomes mais comentados da seleção anfitriã. Porém, depois da Copa, não se transformou em um protagonista constante do futebol europeu.
Sua carreira seguiu, mas o auge de atenção internacional ficou mesmo concentrado na Copa de 2018. Por isso, entra nesta lista como um jogador que teve um brilho muito forte em um torneio específico, mas não manteve o mesmo nível de fama global.
Por que tantos jogadores brilham em uma Copa e depois somem?
A Copa do Mundo é um torneio curto. Um jogador pode viver três ou quatro semanas excepcionais e mudar completamente sua imagem para o público.
Isso acontece por alguns motivos:
Primeiro, a exposição é enorme. Jogos de Copa são vistos por torcedores do mundo inteiro, o que aumenta muito o impacto de qualquer boa atuação.
Segundo, o contexto ajuda. Uma seleção bem organizada pode valorizar jogadores que, em clubes, talvez não tenham o mesmo ambiente para render.
Terceiro, o momento físico e emocional pesa muito. Alguns atletas chegam à Copa no auge da carreira, mas não conseguem manter esse nível depois.
Por fim, existe o efeito da memória. Um gol em Copa do Mundo vale mais simbolicamente do que muitos gols em campeonatos menos assistidos. Por isso, alguns jogadores são lembrados por um único lance, mesmo que tenham tido trajetórias maiores ou mais discretas fora do Mundial.
Conclusão
A história da Copa do Mundo não é feita apenas por Pelé, Maradona, Ronaldo, Messi, Zidane ou Mbappé. Ela também é construída por jogadores que tiveram um momento específico de brilho e marcaram uma edição para sempre.
Schillaci virou símbolo da Itália em 1990. Salenko quebrou um recorde histórico em 1994. Al-Owairan marcou um dos gols mais bonitos das Copas. Diouf liderou uma das maiores zebras do torneio. Mansız colocou a Turquia em uma semifinal. Kléberson foi importante no penta brasileiro. Grosso decidiu uma Copa para a Itália. Campbell ajudou a Costa Rica a surpreender o mundo. Cheryshev virou herói inesperado na Rússia.
Nem todos mantiveram o mesmo nível de fama internacional depois. Mas todos deixaram uma marca real na maior competição de futebol do planeta.
Na Copa do Mundo, às vezes, poucas partidas são suficientes para transformar um jogador em personagem histórico.
FAQ
Qual jogador mais brilhou em uma única Copa do Mundo e depois sumiu dos holofotes?
Um dos casos mais lembrados é Salvatore Schillaci, artilheiro e melhor jogador da Copa de 1990. Ele virou ídolo naquele torneio, mas nunca mais teve o mesmo impacto internacional.
Oleg Salenko ainda é recordista da Copa do Mundo?
Sim. Oleg Salenko segue lembrado por marcar 5 gols em uma única partida de Copa do Mundo, feito alcançado contra Camarões em 1994.
Kléberson foi titular na final da Copa de 2002?
Sim. Kléberson foi titular na final entre Brasil e Alemanha, em 2002, e teve papel importante na campanha do pentacampeonato brasileiro.
Joel Campbell brilhou em qual Copa do Mundo?
Joel Campbell brilhou na Copa do Mundo de 2014, quando a Costa Rica surpreendeu ao chegar às quartas de final.
Fabio Grosso foi decisivo na Copa de 2006?
Sim. Fabio Grosso marcou na semifinal contra a Alemanha e converteu o pênalti decisivo na final contra a França, ajudando a Itália a conquistar o tetracampeonato.
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